domingo, 22 de abril de 2012

Pesquisa coloca a capital no topo do ranking entre as cidades com áreas mais valiosas Metro quadrado residencial em Brasília custa R$ 10 mil

Pesquisa coloca a capital no topo do ranking entre as cidades com áreas mais valiosas Metro quadrado residencial em Brasília custa R$ 10 mil, em média. Morar em Brasília se tornou privilégio de poucos. Pelo menos é o que revela uma pesquisa da Lopes Inteligência de Mercado. De acordo com o levantamento feito em 35 cidades brasileiras, Brasília tem a área mais valiosa do país. Isso porque o metro quadrado residencial dos imóveis lançados em 2011 custa em média R$ 10.420, à frente de Florianópolis (SC), Santos (litoral de SP) e São Paulo. Entre os bairros mais caros do Brasil, o Asa Sul (DF) fica em 6º lugar, e Asa Norte (DF) em 8º. O preço médio do metro quadrado nestes bairros é de R$ 14.810 e R$13.940, respectivamente. Águas Claras, no DF, está em 5º lugar com metro quadrado mais caro, avaliado em R$ 5.980. A pesquisa se baseou em dois fatores de avaliação para criar o ranking de preços: o valor médio do metro quadrado e o valor total dos imóveis lançados em 2011. De acordo com a pesquisa, foram lançados no DF 88 empreendimentos no ano passado, dos quais 18.844 unidades avaliadas em R$ 6,7 bilhões. De acordo com o diretor executivo da Lopes Royal, Marco Antonio Demartini, os preços dos imóveis em Brasília são valorizados devido a diversos fatores. - Brasília é uma cidade planejada que oferece boas condições de moradia com escolas, segurança e saúde. Somado a isso, os poucos terrenos disponíveis só podem ser adquiridos por meio de licitação o que acaba valorizando o preço final do imóvel. Demartini exemplifica que recentemente uma construtora adquiri um terreno de 1.500m² no setor Noroeste, no valor de R$ 32 milhões, onde serão construídos 120 apartamentos. Quando o morador pagar por esse imóvel, R$ 270 mil será só do terreno. Há casos em que o terreno representa 52% do valor total do imóvel. Já em Águas Claras as facilidades para moradia são bem maiores que em Brasília, mas por alguns anos a cidade vertical foi o maior canteiro de obras da América Latina. Lá é possível encontrar prédios residenciais de até 32 andares com muitas opções de lazer e conforto dentro dos condomínios. A cidade acabou se tornando a melhor opção para quem quer se aproximar do centro com facilidade, já que tem acesso para uma das principais vias de rolamento do DF (EPTG) e dispõe de duas estações do metrô. Para o ano que vem, os especialistas no mercado imobiliário acreditam que haja uma redução nas vendas dos imóveis mesmo com a expectativa de crescimento entre 10% e 15%. Mesmo assim, quem quiser residir em Brasília terá que pagar caro. Bolha vai explodir O economista Ronaldo Silva alerta que os preços praticados no mercado imobiliário de Brasília são exorbitantes e que não refletem o valor real do imóvel. Águas Claras, por exemplo, é um bom exemplo desse exagero. Lá os preços tiveram que cair porque a cidade está inchada e falta infraestrutura de tráfego e espaço para carros. - Tudo não passa de especulação imobiliária, nada justifica que um apartamento num bairro que ainda está em construção como o Noroeste custe R$ 4 milhões. Quem pagar esse valor agora vai perder dinheiro porque essa bolha vai explodir e os preços vão baixar. Fonte: R7.com

terça-feira, 10 de abril de 2012

A Câmara analisa o Projeto de Lei 987/11, do deputado Carlos Bezerra (PMDB-MT), que impede a penhora de imóvel mesmo que não seja utilizado como residência pela família. A proposta altera a Lei 8.009/90, que trata da impenhorabilidade do bem de família. A lei estabelece que o imóvel residencial próprio do casal ou da entidade familiar é impenhorável e não responderá por qualquer tipo de dívida contraída pelos cônjuges ou pelos pais ou filhos que sejam seus proprietários e nele residam, salvo em sete hipóteses (veja abaixo). O projeto retira as expressões grifadas – "residencial" e "nele residam". O projeto também elimina duas das sete exceções previstas na lei e proíbe a penhora para execução de hipoteca sobre o imóvel oferecido como garantia real pelo casal ou pela entidade familiar e para cumprir obrigação decorrente de contrato de locação. "Não é possível acreditar que o único bem da família possa ser executado por ser garantia hipotecária. Colocar a família para morar debaixo de pontes e viadutos é coisa inaceitável, ainda mais por dívida de dinheiro", defende o deputado, para quem o "bem maior, a moradia, deve ser protegido em detrimento do menor, o dinheiro". Exceções O projeto mantém as seguintes possibilidades de penhora previstas na lei: - em razão dos créditos de trabalhadores da própria residência e das respectivas contribuições previdenciárias; - pelo titular do crédito decorrente do financiamento destinado à construção ou à aquisição do imóvel, no limite dos créditos e acréscimos constituídos em função do respectivo contrato; - pelo credor de pensão alimentícia; - para cobrança de impostos, predial ou territorial, taxas e contribuições devidas em função do imóvel familiar; Tramitação O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Íntegra da proposta: PL-987/2011 Reportagem – Murilo Souza Edição – Wilson Silveira Fonte: Agência Câmara de Notícias
O preço médio de venda do metro quadrado dos apartamentos prontos em seis municípios do País e no Distrito Federal subiu 1,4% em março em relação a fevereiro, segundo o Índice FipeZap. O resultado sinaliza uma desaceleração na variação mensal dos preços. Em fevereiro, o índice tinha subido 1,5% na comparação com janeiro. A última vez que a variação de preços em março ficou aquém da de fevereiro foi três anos atrás, em 2009. Em 12 meses até março, os resultados confirmam a tendência de desaceleração. A variação acumulada no período foi de 24,8%, ante 25,5% em fevereiro. Das sete regiões pesquisadas, houve redução no ritmo de alta dos preços em cinco delas de fevereiro para março. Esse movimento é nítido nos dois principais mercados imobiliários do País. Em São Paulo, por exemplo, os preços subiram 1,3% em março, depois de terem aumentado 2,5% em fevereiro. No Rio, a alta foi de 1,4% no mês passado. Em fevereiro, as cotações tinham subido 2,6%. “A desaceleração dos preços de venda dos imóveis prontos é uma tendência, mas não é preocupante”, afirma o coordenador da pesquisa, o economista Eduardo Zylberstajn. Ele destaca que o movimento não preocupa porque não se trata de uma reversão, mas de um ajuste. Com o aumento da oferta do crédito imobiliário com prazos mais dilatados e taxa de juros menores, a procura por imóveis aumentou e os preços subiram. O que se vê agora é uma desaceleração no ritmo de vendas e a perda de fôlego dos preços. Ele não acredita que ocorra queda nas cotações e a perspectiva é de que elas se estabilizarem em níveis elevados. “O que houve nos últimos meses é que, para determinado nível de preços, menos gente pode comprar imóveis.” Esse comportamento freia a escalada de preços, mas não provoca queda. Preços – “Não deveremos ter variações mensais de preços na faixa de 2% a 3%, como ocorria no passado”, prevê Zylberstajn. No mês passado, o preço médio do metro quadrado dos apartamento prontos anunciados nas sete regiões pesquisadas foi de R$ 6.446. Os imóveis localizados em São Paulo custam, em média, R$ 6.295. Os maiores preços na cidade de São Paulo foram captados nos bairros do Ibirapuera e da Vila Nova Conceição, onde o metro quadrado custa R$ 9.913, e no Jardim Paulistano, onde a cotação está em R$ 8.749. Por Márcia de Chiara Fonte: Jornal da Tarde

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Mercado imobiliário de Brasília segue em alta

Quadra na Asa Sul, em Brasília
Asa Sul de Brasília: casas em condomínios fechados estão saindo mais baratas
Brasília – Em Brasília, apartamentos com dois dormitórios foram comercializados à razão média de R$ 560 mil, enquanto para unidades com três dormitórios o valor médio ficou em R$ 860 mil. Os dados constam no Boletim de Conjuntura Imobiliária referente ao mês de maio, divulgado (30, junho) pelo Sindicato da Habitação no Distrito Federal (Secovi-DF), e elaborado pela Econsult - empresa júnior do departamento de Economia da Universidade de Brasília.

Em Águas Claras, Cruzeiro e Guará, nessa ordem, o valor de apartamentos com dois e três dormitórios foram os que, em maio (2011), mais se aproximaram da média de preço da capital federal. Bem diferente foi o panorama registrado em Ceilândia, Núcleo Bandeirante e Samambaia, onde em maio foi possível comprar um apartamento com três dormitórios por R$ 200 mil, em média.

Em relação às casas, o preço oscila consideravelmente, dependendo, entre outras variáveis, da localização e também da quantidade de condomínios existentes, de acordo com o boletim. Por exemplo, uma casa unifamiliar com quatro ou mais dormitórios custa em Brasília R$ 2 milhões, enquanto, se localizada em condomínio na cidade, o preço é de R$ 1 milhão.
Para os imóveis comerciais, o m2 mais caro, para compra, foi verificado pela Econsult na Asa Norte, em Brasília: média de R$ 10 mil. Entre imóveis residenciais e comerciais, a amostra analisou 18.062 imóveis destinados à comercialização em Brasília, durante o mês de maio (2011).
Locação
Também o segmento de locação apresentou elevação em maio, segundo o boletim. Em Taguatinga, apartamento com dois dormitórios foi alugado em maio por R$ 838, e por R$ 875 as unidades com três dormitórios, em média.
Quanto à locação de imóveis comerciais em Brasília, em maio o mais caro aluguel de lojas foi apurado na Asa Sul, onde a média apontou para R$ 7 mil. Na Asa Norte, salas comerciais foram ofertadas pelo aluguel médio de R$ 2 mil.
Ainda, o Índice de Rentabilidade Imobiliário, que mede o rendimento obtido por meio da locação de imóveis nas diferentes cidades do Distrito Federal, identificou que em maio Águas Claras se manteve como a cidade mais rentável.
Em Águas Claras, exemplifica o boletim, tomando por base R$ 174 mil para o preço de comercialização de um apartamento com um dormitório, o investidor teria um rendimento de mais de R$ 9 mil reais.
O Boletim de Conjuntura Imobiliária do Secovi-DF com os resultados para maio traz uma série histórica, cobrindo de dezembro a maio, com o objetivo de contextualizar os dados e permitir visualizar a trajetória do mercado imobiliário brasiliense.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Lei que dá direito a desconto de 50% na escritura do primeiro imóvel adquirido com recursos do SFH é desconhecido por boa parte dos adquirentes

Você sabia que, quando se compra o primeiro imóvel via Sistema Financeiro de Habitação (SFH), a lei 6.015/73 dá ao adquirente direito a 50% de desconto na escritura? Apesar das três décadas de existência, o benefício é desconhecido por boa parte da população. É que na prática, poucos exigem dos cartórios o cumprimento deste direito assegurado por lei.
Para a obtenção do desconto, é necessário que o consumidor se encaixe nas seguintes condições: não ser possuidor de outro bem imóvel; estar utilizando recursos do Sistema Financeiro da Habitação; e o imóvel tem que ser para fins residenciais. A orientação dos advogados de direito imobiliário é que o consumidor já vá ao cartório munido de todas as documentações que provem que o mesmo não possui outro imóvel, como por exemplo certidões cartorárias.
- Os compradores que por qualquer razão não exercem esse direito, decaem e nao podem pedir reembolso posterior. O cartorio que se recusar estará sujeito a correção da Corregedoria da Justiça, sem prejuizo de responder a ação judicial - explica o advogado especializado em direito imobiliário Armando Miceli Filho.
Antes de ingressar com demanda judicial, o adquirente deve fazer um requerimento administrativo em duas vias e protocolar, aguardar a resposta. Sendo a mesma negativa, aí sim, buscar o valor cobrado indevidamente junto à justiça.
Um convênio firmado entre a Corregedoria Geral da Justiça (CGJ) e a Caixa Econômica Federal (CEF) promete facilitar a vida daqueles que pretendem financiar o primeiro imóvel residencial. A CEF fornece uma declaração atestando se aquele é realmente o primeiro imóvel a ser adquirido com recursos do Sistema Financeiro da Habitação (SFH).
Quem encontrar alguma dificuldade para comprovar esse direito junto aos cartórios deverá prestar queixa à Corregedoria Geral da Justiça. Isto poderá ser feito pessoalmente pelo fórum da sua cidade.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/imoveis/lei-que-da-direito-desconto-de-50-na-escritura-do-primeiro-imovel-adquirido-com-recursos-do-sfh-desconhecido-por-boa-parte-dos-adquirentes-2802554#ixzz1l9YiICZK

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Imóvel nos EUA: Boa ou péssima opção de Investimento?

 
Comprar imóveis nos Estados UnidosSÃO PAULO – O encarecimento dos imóveis no Brasil nos últimos anos e o fato de eles terem ficado mais baratos nos Estados Unidos no mesmo período fez com que muitas pessoas se interessassem em adquirir um imóvel no país norte-americano, seja com o objetivo de passar períodos de férias, seja com a intenção de investir.
Mas será que a compra de uma casa ou um apartamento nos Estados Unidos pode ser uma alternativa interessante de investimento? Empresários do setor imobiliário divergem sobre esta questão.
Para o sócio e diretor da Vitacon Incorporadora, Alexandre Lafer Frankel, comprar residências nos EUA para ganhar com a valorização do bem não é uma boa opção. Isto porque as perspectivas de upside (valorização) não são muito boas. “Pode levar muito tempo para o imóvel se valorizar e não há nenhuma garantia de que isso aconteça. Ainda há uma oferta grande nos EUA e o país ainda enfrenta algumas dificuldades”, afirma Frankel.
De acordo com ele, o fato de a economia norte-americana ainda não ter dado sinais de um forte aquecimento faz com que investir em um bem nos EUA seja uma alternativa arriscada neste momento. “Acho que o mercado ainda deve demorar um pouco para se recuperar e, por isso, não aconselho uma compra deste tipo com objetivo de investir”, diz

Dólar barato e desvalorização dos imóveis nos EUA

Já o diretor da Save Invest, empresa de consultoria imobiliária, Diego de Cerqueira Lima, acredita que a compra de imóveis nos Estados Unidos ainda é, sim, uma boa opção de investimento.
Oportunidade de investimento imobiliário nos EUA
Segundo ele, a desvalorização do dólar nos últimos anos e a queda de preço dos imóveis nos EUA fazem com que ainda hajam boas oportunidades disponíveis naquele país. “Com a crise do subprime, o preço dos imóveis caiu muito nos Estados Unidos”, diz. “Há imóveis que se desvalorizaram até 70%”, completa o executivo.
Lima aponta que, mesmo com alguma recuperação do mercado imobiliário no País, ainda há imóveis subvalorizados. Por isso, ele afirma que quem quer comprar um imóvel nos EUA precisa se atentar para as pechinchas que ainda podem ser encontradas.
“É preciso aproveitar as oportunidades. Ainda há imóveis baratos em muitas regiões e a cotação do dólar, apesar de uma valorização recente, também contribui para que este tipo de aquisição seja interessante”, afirma.
Já Frankel ressalta que não se pode comparar os preços dos imóveis no Brasil com os dos EUA fazendo apenas a conversão da moeda. “Quando comparar preços no exterior, deve-se também comparar as localizações, rendas, custos de vida, custos dos terrenos, custos de mão de obra, créditos, taxas de juros, etc”, diz.

O que olhar antes de comprar

De acordo com o diretor da Save Invest, os procedimentos de segurança adotados antes de adquirir um imóvel nos Estados Unidos devem ser os mesmos de quando se compra uma residência no Brasil.
“É preciso saber quem é o agente que está intermediando aquela compra, se é ou não autorizado a fazer este tipo de transação, se a empresa que faz a gestão do imóvel é idônea, etc”, afirma o executivo.
Além disso, ele aconselha que o comprador do imóvel conheça a área onde ele está localizado e saiba o potencial de valorização da região, assim como os possíveis problemas do local. “Parte-se do pressuposto de que quem vai adquirir um imóvel fora do país tenha disponibilidade e facilidade para viajar para o local e que conheça bem a região onde se localiza o bem”, afirma Lima.

Impostos

Quem pretende comprar um imóvel nos EUA também precisa se atentar para os impostos. Isto porque a tributação para imóveis no país é bem diferente daquela que nós temos no Brasil e existem algumas peculiaridades, como a “lei da herança”.
Por isso, o diretor da Save Invest aconselha que o comprador procure uma assessoria jurídica, que conheça a legislação do local onde o imóvel se encontra nos EUA (lá, a legislação é definida de acordo com a jurisdição onde imóvel está localizado). “É importante procurar uma assessoria especializada para evitar problemas”, afirma Lima

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Preço de imóvel sobe e venda cai em todo o país

Preço de imóvel sobe e venda cai em todo o país

Publicado em 8 de Janeiro de 2012 por Da Redação com o Terra
Os imóveis de luxo foram os que registraram maiores altas
Os imóveis de luxo foram os que registraram maiores altas

Com exceção de Brasília, onde o preço do metro quadrado registrou um pequeno recuo, a indústria da construção civil enfrentará um duro dilema pela frente. Ou revê os custos - e consequentemente oferece um produto mais barato - ou aposta numa reviravolta a curto e médio prazos.
Isso porque, somente no ano passado, o preço médio dos imóveis subiu 26%, revela pesquisa realizada em seis capitais e no Distrito Federal pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Mas, apesar do significativo aumento, o mercado imobiliário apresentou um arrefecimento.
No último mês do ano houve desaceleração de alta no valor do metro quadrado dos imóveis de capitais como Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. Brasília, inclusive, chegou a apresentar recuo de 0,2% no indicador. Mas o movimento de desaceleração é um pouco mais antigo: desde abril de 2011 que o preço médio do imóvel sobe menos mês a mês.
Uma das teses defendidas por especialistas do setor, como o pesquisador da FipeZap Eduardo Zylberstajn, é a de que a economia do País pode ter refletido no comportamento do preço do metro quadrado. No terceiro trimestre de 2011, por exemplo, o Produto Interno Bruto (PIB) ficou estável, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). "Isso é parte da própria desaceleração da economia. A atividade tem vindo mais fraca, o mercado de trabalho dando sinais de que não está no mesmo ritmo do ano passado. Isso contamina a economia como um todo", afirmou.
Apenas o fato de a economia estar menos aquecida não diz muito, mas a escassez de crédito no País, sim, já que o mercado imobiliário depende da quantidade de crédito disponível para as pessoas e investidores adquirirem bens. Segundo o professor de finanças do Insper Ricardo Almeida, desde o final de 2010 e ao longo de 2011 o governo federal tomou medidas de contenção ao crédito, o que, aliado a outros fatores circunstanciais, colaborou para a desaceleração no setor.
- A gente teve um crescimento muito grande da oferta (de crédito) desde 2004, e se pensou que isso ia continuar sempre. Mas devido ao controle de inflação e também à desaceleração da economia europeia, que cessou um pouco a fonte de crédito, o governo não entrou com crédito abundante", disse ele.
Para o professor do Insper está descartada a possibilidade de uma tendência de desaceleração no mercado imobiliário nos próximos meses, dado que o governo voltou a estimular a economia com medidas como a redução da taxa básica de juros (Selic). Ele prevê que já neste primeiro semestre de 2012 possa ser verificado um reaquecimento.
No entanto, a chance de a retomada dos preços ocorrer no mesmo forte ritmo de antes é pequena, por conta de a economia brasileira crescer menos daqui para frente. "A relação entre crédito e PIB em 2004 era de 18%, e agora é algo em torno de 47% do PIB. Só que essa relação não está crescendo tanto mais", explicou Almeida.
Embora Brasília tenha apresentado recuo no preço dos imóveis em dezembro é difícil que isso se verifique daqui para frente na capital federal ou no restante das capitais, até pela diminuição ter sido pequena. O comportamento do mercado imobiliário em Brasília é diferente por conta do plano piloto da cidade, que não permite a construção em qualquer terreno, além do fator sazonal. "Lá em Brasília ocorreu uma acomodação, porque em dezembro diminui muito a atividade. As pessoas começam a comprar a partir desse início de ano", afirmou Zylberstajn.
O déficit habitacional, que, segundo pesquisa do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) divulgada em outubro, era de 7,9 milhões de moradias no País, também contribuirá para a retomada dos preços. "A população ainda não está morando bem. O mercado está desacelerando, sendo que ainda tem déficit habitacional. Era para o preço estar subindo, o crédito estar farto e a taxa de juros caindo, e sem medo de bolha imobiliária", disse o professor.