terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Mercado imobiliário de Brasília segue em alta

Quadra na Asa Sul, em Brasília
Asa Sul de Brasília: casas em condomínios fechados estão saindo mais baratas
Brasília – Em Brasília, apartamentos com dois dormitórios foram comercializados à razão média de R$ 560 mil, enquanto para unidades com três dormitórios o valor médio ficou em R$ 860 mil. Os dados constam no Boletim de Conjuntura Imobiliária referente ao mês de maio, divulgado (30, junho) pelo Sindicato da Habitação no Distrito Federal (Secovi-DF), e elaborado pela Econsult - empresa júnior do departamento de Economia da Universidade de Brasília.

Em Águas Claras, Cruzeiro e Guará, nessa ordem, o valor de apartamentos com dois e três dormitórios foram os que, em maio (2011), mais se aproximaram da média de preço da capital federal. Bem diferente foi o panorama registrado em Ceilândia, Núcleo Bandeirante e Samambaia, onde em maio foi possível comprar um apartamento com três dormitórios por R$ 200 mil, em média.

Em relação às casas, o preço oscila consideravelmente, dependendo, entre outras variáveis, da localização e também da quantidade de condomínios existentes, de acordo com o boletim. Por exemplo, uma casa unifamiliar com quatro ou mais dormitórios custa em Brasília R$ 2 milhões, enquanto, se localizada em condomínio na cidade, o preço é de R$ 1 milhão.
Para os imóveis comerciais, o m2 mais caro, para compra, foi verificado pela Econsult na Asa Norte, em Brasília: média de R$ 10 mil. Entre imóveis residenciais e comerciais, a amostra analisou 18.062 imóveis destinados à comercialização em Brasília, durante o mês de maio (2011).
Locação
Também o segmento de locação apresentou elevação em maio, segundo o boletim. Em Taguatinga, apartamento com dois dormitórios foi alugado em maio por R$ 838, e por R$ 875 as unidades com três dormitórios, em média.
Quanto à locação de imóveis comerciais em Brasília, em maio o mais caro aluguel de lojas foi apurado na Asa Sul, onde a média apontou para R$ 7 mil. Na Asa Norte, salas comerciais foram ofertadas pelo aluguel médio de R$ 2 mil.
Ainda, o Índice de Rentabilidade Imobiliário, que mede o rendimento obtido por meio da locação de imóveis nas diferentes cidades do Distrito Federal, identificou que em maio Águas Claras se manteve como a cidade mais rentável.
Em Águas Claras, exemplifica o boletim, tomando por base R$ 174 mil para o preço de comercialização de um apartamento com um dormitório, o investidor teria um rendimento de mais de R$ 9 mil reais.
O Boletim de Conjuntura Imobiliária do Secovi-DF com os resultados para maio traz uma série histórica, cobrindo de dezembro a maio, com o objetivo de contextualizar os dados e permitir visualizar a trajetória do mercado imobiliário brasiliense.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Lei que dá direito a desconto de 50% na escritura do primeiro imóvel adquirido com recursos do SFH é desconhecido por boa parte dos adquirentes

Você sabia que, quando se compra o primeiro imóvel via Sistema Financeiro de Habitação (SFH), a lei 6.015/73 dá ao adquirente direito a 50% de desconto na escritura? Apesar das três décadas de existência, o benefício é desconhecido por boa parte da população. É que na prática, poucos exigem dos cartórios o cumprimento deste direito assegurado por lei.
Para a obtenção do desconto, é necessário que o consumidor se encaixe nas seguintes condições: não ser possuidor de outro bem imóvel; estar utilizando recursos do Sistema Financeiro da Habitação; e o imóvel tem que ser para fins residenciais. A orientação dos advogados de direito imobiliário é que o consumidor já vá ao cartório munido de todas as documentações que provem que o mesmo não possui outro imóvel, como por exemplo certidões cartorárias.
- Os compradores que por qualquer razão não exercem esse direito, decaem e nao podem pedir reembolso posterior. O cartorio que se recusar estará sujeito a correção da Corregedoria da Justiça, sem prejuizo de responder a ação judicial - explica o advogado especializado em direito imobiliário Armando Miceli Filho.
Antes de ingressar com demanda judicial, o adquirente deve fazer um requerimento administrativo em duas vias e protocolar, aguardar a resposta. Sendo a mesma negativa, aí sim, buscar o valor cobrado indevidamente junto à justiça.
Um convênio firmado entre a Corregedoria Geral da Justiça (CGJ) e a Caixa Econômica Federal (CEF) promete facilitar a vida daqueles que pretendem financiar o primeiro imóvel residencial. A CEF fornece uma declaração atestando se aquele é realmente o primeiro imóvel a ser adquirido com recursos do Sistema Financeiro da Habitação (SFH).
Quem encontrar alguma dificuldade para comprovar esse direito junto aos cartórios deverá prestar queixa à Corregedoria Geral da Justiça. Isto poderá ser feito pessoalmente pelo fórum da sua cidade.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/imoveis/lei-que-da-direito-desconto-de-50-na-escritura-do-primeiro-imovel-adquirido-com-recursos-do-sfh-desconhecido-por-boa-parte-dos-adquirentes-2802554#ixzz1l9YiICZK